Despertando vidas para reino dos céus!


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26 de março de 2017

Cuidado com o Pecado - Samuel Ferreira

O pecado é uma fraude. Promete prazer e paga com o desgosto. Faz propaganda de liberdade, mas escraviza. Levanta a bandeira da vida, mas seu salário é a morte. Tem um aroma sedutor, mas ao fim cheira a enxofre. Só os loucos zombam do pecado. O pecado é maligníssimo. Ele é pior do que a pobreza, do que a solidão, do que a doença. Enfim, o pecado é pior do que a própria morte. Esses males todos não podem destruir sua alma nem afastar você de Deus, mas o pecado arruína seu corpo, sua alma e afasta você eternamente de Deus.
O rei Davi mais do que ninguém sentiu na pele e na alma a tragédia do pecado. Destacaremos três fatos dolorosos acerca do pecado e do que aconteceu com Davi.
1. O pecado vai levar você mais longe do que você quer ir: Quando Davi viu Bate-Seba se banhando e a cobiçou, adulterando com ela em seguida, não podia imaginar o fim daquele túnel. Talvez pensasse que seria apenas uma aventura numa tarde de verão. Talvez até tivesse racionalizado e justificado seu ato tresloucado, dizendo que tinha que relaxar um pouco.
Mas, o pecado não é algo passageiro nem superficial. Seus efeitos são profundos e mais duradouros do que você pode imaginar. Davi além de adulterar com Bate-Seba deu outros passos rumo ao abismo. Ele mentiu acerca do seu pecado e mandou matar o marido da sua amante. Ele perdeu a autoridade espiritual sobre sua família. Ele viu sua casa desmoronando diante dos seus olhos.
Ele colheu os amargos frutos da sua maldita semeadura. Muitas pessoas passam a vida inteira chorando por uma decisão errada feita apenas num instante. Pagam um alto preço por uma desobediência. Choram amargamente por tomar uma direção errada na vida. Cuidado com o pecado, pois ele pode levar você mais longe do que você quer ir.
2. O pecado vai reter você mais tempo do que você quer ficar: Davi não calculou o alto custo daquela tarde em que foi dominado pela volúpia e pela paixão. O adultério com Bate-Seba teve desdobramentos dolorosos para Davi, sua família e toda a nação. O pecado de Davi não atingiu apenas a ele e sua geração, mas também a todas as gerações pósteras.
Durante todos os séculos esse pecado tem sido relembrado e a memória de Davi manchada. O fiel pastor de ovelhas, o inspirado compositor, o músico de qualidades superlativas, o líder influenciador, o rei conquistador teve sua biografia maculada por esse grave pecado e seus tenebrosos desdobramentos. O pecado começa tênue como um fiapo de linha, mas depois se torna como as grossas correntes que prendem um navio ao cais. O pecado é como a nascente do Rio Amazonas.
No seu nascedouro, as águas são rasas e até uma criança pode brincar em seu leito, mas depois, com a soma dos muitos afluentes, esse rio se torna um mar instransponível e inadiministrável. Cuidado com o pecado, pois ele pode reter você mais tempo do que você quer ficar.
3. O pecado vai lhe custar mais caro do que você quer pagar: O pecado de Davi lhe custou muito caro. Ele perdeu a intimidade com Deus. Durante um longo período, viveu atrás de máscaras, escondendo o seu pecado e atraindo sobre si o justo juízo de Deus. A mão de Deus pesava sobre ele dia e noite, e o seu vigor se tornou em sequidão de estio. Depois, Davi perdeu sua reputação.
Os ímpios blasfemaram do nome de Deus por causa de sua loucura. Depois Davi perdeu o filho do adultério. A criança morreu a despeito da insistente petição de Davi. Este teve ainda outras perdas. Sua filha Tamar foi desonrada pelo próprio irmão Amnon.
Absalão irmão de Tamar, mandou matar seu próprio irmão Amnon para vingar o que este havia feito com ela. Depois, Absalão rebelou-se e conspirou contra Davi, seu pai, para tirar-lhe a vida e tomar-lhe o reino. E nessa empreitada, Absalão é assassinado por Joabe, comandante do exército de Davi. Tragédias e mais tragédias desabaram sobre a vida de Davi. Jamais ele podia imaginar que o pecado fosse ter um preço tão alto. Cuidado com o pecado, pois ele vai lhe custar mais caro do que você quer pagar.
Seu Pastor, Samuel Ferreira.

23 de junho de 2015

CULTO DE FAMÍLIA - ALGO IMPORTANTE NO LAR CRISTÃ

No ano de 2010, depois de uns dias hospedados na casa dos pastores Abe e Andrea Huber, da Igreja da Paz de Fortaleza/CE, eu e minha esposa voltamos, entre tantas coisas, impactados pela prática (desta família exemplar) de um princípio tão simples, e ao mesmo tempo tão poderoso e profundo: o culto em família.
Até então eu não ignorava este conceito, pois cresci num lar cristão que conhecia esta prática (embora na casa de meus pais fosse algo mais esporádico) e em nossa própria casa já havia feito o culto doméstico, embora não com a intensidade e frequência que deveria. Às vezes orávamos juntos, outras vezes louvávamos juntos a Deus e em outras ocasiões compartilhávamos as Escrituras, embora raramente fazíamos tudo isto junto. Contudo, depois de participarmos de um destes cultos com a família Huber, Kelly e eu sentimo-nos muito encorajados e seguimos o conselho do irmão Abe de tentar realizar este culto doméstico cerca de cinco vezes por semana (a exceção fica pelos dois dias em que já cultuamos juntos: um na celebração do domingo e outro na célula).
Desde então temos vivido momentos preciosos em família na presença do Senhor, mais do que o que usualmente desfrutávamos. Adoramos juntos a Deus, oramos juntos ao Senhor, nos intercalamos a cada culto repartindo uma porção da Palavra e algum testemunho… e acreditamos que, num ambiente diário desta prática do culto familiar (além do momento devocional de cada um), é quase impossível que o diabo consiga ferir esta família!
E desde então, não apenas temos nos dedicado a ter nosso culto familiar, como também, sempre que hospedamos alguém em casa os convidamos a participarem desse nosso momento tão precioso, esperando que isto também os encoraje a começarem a fazer o mesmo!
Precisamos praticar este princípio do culto em família. O que compartilho a seguir são fragmentos de outros estudos bíblicos, principalmente “A Vida Espiritual da Família” (que já havia publicado em nosso site). Porém, tentei reorganizar e editar a exposição de alguns princípios, de modo a fazer mais sentido na visão do culto familiar que estou abordando aqui.
Exercer liderança espiritual no lar não exige apenas ter um culto com horário específico ou dia marcado, é atividade a ser exercida sempre, em diferentes situações. Mas a prática de um culto em família auxiliará, e muito, a vivência deste princípio.
CULTUAR JUNTOS NAS CELEBRAÇÕES PÚBLICAS
Devemos desenvolver o hábito de cultuar a Deus em família, o que envolve – primariamente – o ir juntos à Casa do Senhor, como vemos acontecendo desde os dias do Velho Testamento:
“Todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos.”  (2 Crônicas 20.13)
“No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe.”  (Neemias 12.43)
Elcana subia com toda a sua família para adorar ao Senhor (1 Sm 1.1-5). Acreditamos que pais cristãos devem levar seus filhos à igreja. Mesmo que ela não seja perfeita (e não é, porque não existe igreja perfeita!), é melhor que eles cresçam num ambiente que exalta ao Senhor e Sua Palavra do que num ambiente mundano que exalta o pecado e os prazeres da carne.
Lemos no Evangelho de Lucas que os pais de Jesus o levaram ao templo para consagrarem-no ao Senhor (Lc 2.22-24), depois há registros de que o fizeram por ocasião da Festa da Páscoa quando ele estava com 12 anos (Lc 2.41-43), mas a maior evidência de que Jesus cresceu exposto ao ensino da Lei na Sinagoga era o conhecimento que Ele trazia (como homem) das Escrituras.
CULTUAR JUNTOS NAS CASAS E GRUPOS MENORES
Cultuar ao Senhor em família não envolve somente as celebrações públicas da igreja, mas também deve abranger as reuniões nas casas (nós, particularmente, denominamos estas reuniões nas casa de “células”). A Igreja do Senhor Jesus, desde o início, também se reunia nas casas:
“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.”  (Atos 2.46,47)
Além dos encontros públicos (como o que se dava no pátio do templo), era nas casas que a Igreja de Cristo não só partia o pão (seja a ceia do Senhor ou os ágapes – as festas de amor) como também louvava a Deus e ganhava outras pessoas para Jesus. Era nas casas também que a palavra do Senhor era pregada:
“E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus, o Cristo.”  (Atos 5.42)
“…não me esquivei de vos anunciar coisa alguma que útil seja, ensinando-vos publicamente e de casa em casa.”  (Atos 20.20)
CULTUAR JUNTOS EM NOSSA PRÓPRIA CASA
Além das reuniões públicas e nas casas, podemos ter reuniões ainda menores. Jesus, por exemplo, falou de dois ou três reunindo-se em seu nome para orar. Creio que devemos cultivar o hábito de ter um culto familiar em nossa própria casa. Foi exatamente isto que aconteceu na casa de Cornélio (At 10.33). A reunião familiar também não precisa acontecer apenas dentro de casa, podemos nos reunir em algum outro lugar (e até mesmo com outras famílias) para buscar ao Senhor:
“Passados aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos.”  (Atos 21.5)
Lucas revela-nos, no livro de Atos dos Apóstolos, detalhes de um ambiente de busca ao Senhor nas casas daqueles que os hospedavam:
“E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam.”  (Atos 21.8,9)
O enfoque das filhas profetizando (como foi predito pelo profeta Joel – Jl 2.28) revela um ambiente de oração e fluir dos dons dentro da casa de Filipe, o evangelista.
ORANDO JUNTOS
Penso que além de cobrir a vida dos familiares com oração, o cabeça do lar deve proporcionar um ambiente de oração onde os seus não só recebam oração em seu favor, mas também aprendam a orar uns pelos outros.
Além disso, sempre que possível, a família também deve procurar orar junta, assim como pratica o costume de comer junta. O salmista fala dos filhos à volta da mesa:
“A tua mulher será como a videira frutífera, no interior da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira, ao redor da tua mesa”  (Salmo 128.3)
Muitas famílias deixaram de se reunir à volta da mesa para comer cada um no seu canto, na sua hora, ou até mesmo em frente à televisão. Isto é errado! A mesa é um lugar de comunhão! Porque deixamos de praticar muitas tarefas em conjunto, como família, é que hoje nos parece algo tão estranho e desconfortável tentar reunir a família para orar e adorar a Deus.
Uma família cristã deve aprender a prática da oração conjunta. Não quero dizer orar junto o tempo todo, pois a vida de oração e devoção a Deus ainda tem caráter individual, mas isto também deve acontecer no ambiente familiar. Quando uma família ora junto, goza de princípios operando em seu favor que, seus membros, orando sozinhos, não chegariam a experimentar.
“Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”  (Mateus 18.19,20)
A Bíblia mostra que deve haver sintonia natural e espiritual entre a família (o que o apóstolo Pedro aplica ao casal serve também para toda família). Desentendimentos vão roubar o poder de unidade nas orações, que por sua vez serão impedidas:
“Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações.”  (1 Pedro 3.7)
Muitos de nós normalmente não paramos para pensar na responsabilidade que temos como pais. Se deixarmos nossos filhos entregues à influência do mundo que os cercam de todos os lados (na escola, na mídia – que envolve televisão, rádio e principalmente a internet – na vizinhança, etc.) e não os levarmos à presença do Senhor para que aprendam a amá-Lo e temê-Lo, poderemos perdê-los espiritualmente (e eternamente).
ENSINANDO E CORRIGINDO OS FILHOS
Como pais, temos a responsabilidade de ministrar (e corrigir) nossos filhos no caminho do Senhor:
“E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.”  (Efésios 6.4)
Quais as consequências de se negligenciar o ensino da Palavra em casa? Juízo divino para o cabeça do lar, além da evidente rebeldia e frieza espiritual que se manifestará vida dos filhos. A primeira palavra profética que Samuel proferiu foi contra alguém que ele certamente amava: o sacerdote Eli, que o criara no templo. E o que Deus disse envolvia a casa dele e sua negligência no sacerdócio familiar:
“Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele não os repreendeu.”  (1 Samuel 3.13)
O Senhor trouxe advertências anteriores, mas Eli não deu ouvidos. Deus está falando de negligência, aqui. Diz que embora conhecesse bem o pecado dos filhos, Eli não os repreendeu. Toda omissão na vida espiritual do lar sempre trará consequências sérias. Davi teve problemas com vários de seus filhos, e se você estudar com calma a história dele, perceberá o quanto ele era negligente em relação a seus filhos. Adonias, assim como Absalão, se exaltou, querendo usurpar o trono. Mas por trás desta atitude de rebelião, a Bíblia mostra a negligência de Davi como líder espiritual em sua casa:
“Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?”  (1 Reis 1.6)
Se não queremos sérios problemas futuros com nossos filhos, muito menos a qualidade do relacionamento deles com Deus comprometidos, então precisamos ser dedicados em ministrar, ensinar e proteger espiritualmente as suas vidas.
Quando temos nosso culto familiar instruímos nossos filhos de forma prática sobre como viver o Evangelho entre seus amigos de escola. Perguntamos e eles abrem o coração sobre suas dificuldades e oramos juntos. Mas também permitimos que eles compartilhem o que estão descobrindo acerca das verdades da Bíblia em seu tempo de leitura e estudo e como podemos viver e aplicar isto em nosso cotidiano.
É claro que não os ministramos só na hora do culto, mas sempre que a ocasião se mostrar necessária. Porém, descobrimos que, em nosso culto em família, temos um dos melhores ambientes para exercer nossa responsabilidade de, como pais, ensinar a Palavra de Deus a nossos filhos:
“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.”  (Deuteronômio 6.6,7)
“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”  (Provérbios 22.6)
COMO DEVE SER O CULTO?
Nossos cultos familiares variam de quinze minutos a mais de uma hora. Depende do dia e do tempo que temos. Mas procuramos manter uma estrutura básica. Eis o que fazemos: 1) Adoramos a Deus com canções e declarações de amor e gratidão. Minha esposa e meus filhos tocam instrumentos musicais (eu só toco sino – e não dá para dizer que faço muito bem!), logo é difícil o dia em que não temos uma boa música. Porém, quando estamos em viagem, longe do violão e do piano, apenas cantamos juntos. 2) Oramos de modo organizado distribuindo os pedidos e alvos de oração e intercessão. 3) Temos um momento de compartilhar da Palavra de Deus. Porém, não é necessariamente uma pregação; é mais um compartilhar que tentamos fazer ser seguido de uma aplicação prática. Embora, por serem filhos de pregadores, nossas crianças gostem de dar o que eles mesmos chamam de uma “pregadinha”. Isto é o que fazemos em nossa casa.
Contudo, cada um deve decidir a forma como conduzirá o culto em sua própria casa. Procurei seguir o modelo que aprendi na casa dos pastores Abe e Andrea Huber, porém, com a liberdade de fazer as adaptações do que, como família, já fazíamos muito bem – como o nosso estilo de cantar, orar e compartilhar a Palavra.
Que o Senhor ajude a cada um a, não somente começar este prática, como também a perseverar nela. Isto será saúde e proteção espiritual para o seu lar!!!
Por Luciano Subirá
Fonte: Orvalho.com

22 de março de 2015

QUEM CRÊ EM DEUS PODE TER DEPRESSÃO?

A depressão é uma doença séria que, especialmente nas últimas décadas, tem atingido pessoas de todas as idades, classes sociais, religiões, sendo considerada um mal do século 21. Ela pode levar o indivíduo a um estado de agonia e melancolia profundas e até ao suicídio.

Do ponto de vista médico, a depressão, ou transtorno depressivo maior, é um problema que tem diversas causas e que se apresenta com uma grande variedade de sintomas. Os mais comuns são humor rebaixado, acompanhado de tristeza, angústia e sensação de vazio, e redução da capacidade de sentir satisfação/prazer.

Existem vários tipos de depressão; as mais conhecidas são a depressão maior, a crônica (ou distimia), a atípica, a pós-parto, a sazonal (durante estações do ano), a menstrual e a senil.

A depressão é um problema endógeno (bioquímico e emocional) que altera a forma como a pessoa enxerga a si própria e os outros, interpreta a realidade e manifesta suas emoções. Essa disposição mental normalmente afeta todo o metabolismo da pessoa, podendo diminuir sua imunidade e aumentar a chance de ela desenvolver doenças como infarto, derrame e diabetes, por exemplo.

Trata-se de uma doença de fundo psicobioemocional, que afeta a autoestima e a autoimagem da pessoa, a fisiologia do corpo e da mente dela, comprometendo seu raciocínio, sua memória e concentração. Assim, alguém em estado depressivo normalmente não tem vontade de fazer nada e pode ver-se dominado por desânimo, apatia, desesperança, sentimentos de perda e fracasso, falta de energia ou impaciência para realizar até as tarefas mais simples, como tomar banho, ver televisão ou comunicar-se com alguém. E, se não houver um tratamento adequado, o quadro depressivo poderá perdurar por semanas, meses e até anos, prejudicando a saúde e os relacionamentos da pessoa e gerando consequências irreversíveis.

Às vezes, essa doença demora a ser diagnosticada e tratada devido à dificuldade de sua identificação, tendo em vista os diversos sintomas e o preconceito com que o problema é encarado tanto na sociedade como na igreja.

Um dos principais motivos de as pessoas deprimidas terem receio de procurar algum tipo de ajuda é o fato de temerem ser estigmatizadas pela família, pelos amigos ou colegas de trabalho que, por falta de informação, costumam confundir depressão com frescura, preguiça, desmotivação e incapacidade de lutar pela vida, ou problemas espirituais.

A pessoa deprimida ¬fica triste e apática, e pode deixar de orar, de ler a Bíblia, de ir à igreja, e até ser levada a pensar que Deus a abandonou. Então, no meio eclesiástico, ela pode ser rotulada como “espiritualmente fraca” por aqueles que não compreendem as causas e a gravidade da depressão e costumam espiritualizar tudo, considerando todas as doenças psicoemocionais como obra satânica.

Mas a verdade é que a depressão pode atingir qualquer um. Sendo o homem é uma unidade psicossomática, tem um corpo, uma alma e um espírito, que estão intrinsecamente interligados. Por isso, doenças emocionais e espirituais podem acarretar enfermidades físicas, e vice-versa.

Existem inúmeras doenças psicossomáticas causadas por culpa devido a pecados não confessados (Salmo 32). No entanto, nem toda enfermidade mental ou emocional é causada por culpa ou por espíritos malignos. É preciso investigar cada caso, para averiguar a causa do problema e buscar o tratamento mais adequado.

Toda pessoa com bom senso sabe que regularmente deve consultar médicos, fazer exames e check-ups de saúde, e buscar aconselhamento com um neurologista, psiquiatra, psicólogo, se perceber que necessita de um tratamento terapêutico e medicamentoso.

Não há nada de vergonhoso nisso; ao contrário, quanto antes ela identificar o problema e buscar uma solução, mais rápido será a saída do túnel escuro da depressão.

Jesus, de modo indireto, validou o trabalho dos médicos quando disse, em Mateus 9.12, que os sãos não necessitavam de médico, e sim os doentes. Se você se encontra oprimido pela depressão, procure ajuda de um médico imediatamente e ore a Deus, pedindo-lhe que oriente seu tratamento e o abençoe com a cura.

Isso não significa que Deus não possa intervir e curar integralmente a pessoa depressiva. É claro que Ele pode e tem poder para isso! Contudo, também pode usar a medicina, os médicos e os medicamentos, como instrumentos de cura para as pessoas depressivas.

Em suma, sempre é bom combinar o tratamento espiritual, com o emocional e o físico. Isso é indispensável à nossa saúde integral!
SUGESTÕES DE LEITURA:
1 Reis 18—19; Salmos 38; 116; Eclesiastes 9.2; Tiago 5.17



Pr. Silas Malafaia

Pr. Silas Malafaia é psicólogo clínico e conferencista internacional.

16 de março de 2015

O QUE JESUS REALMENTE DISSE AO CRIMINOSO NA CRUZ?

Lucas 23:42-43“E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso."
Então as pessoas leem o versículo 43 e dizem: “Vê: o ladrão morto estava naquele dia no Paraíso com Jesus.” Contudo, quando você tentar entender esta passagem você deverá levar em conta todas as outras passagens bíblicas a este respeito. A grande esperança dos cristãos não é a morte, mas a ressurreição. Ressurreição é o fio condutor na Palavra de Deus quando se trata da vida após a morte. Eis o que acontece no texto dado acima: Os textos gregos antigos não possuem vírgula ou pontuação. Isto não é uma suposição. É um FATO! Em outras palavras o texto tem essa interpretação porque o tradutor decidiu colocar vírgula antes da palavra “hoje”, causando assim a impressão que Jesus estava prometendo ao ladrão que apesar do fato de ele não ter ainda ressuscitado, ele estaria com Jesus no paraíso naquele mesmo dia. Mas, tal interpretação é, assim acreditamos, falsa com base em dois textos que explicamos abaixo.
“E então estaremos sempre com o Senhor”
A palavra diz muito claramente que para estar com o Senhor necessitamos da ressurreição! Você não “estará com o Senhor” quando morrer. Você estará com o Senhor que ele voltar e você for ressuscitado. De fato, 1 Tessalonicenses 4:16-17 diz:
1 Tessalonicenses 4:16-17“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”
Como ESTAREMOS (no futuro) sempre com o Senhor? Por meio da ressurreição! Não há outro modo! A menos que queiramos aceitar que Jesus estava dando um favor especial para aquele ladrão, e que a palavra de Deus não foi levada em conta, que ele não precisou de ressurreição para estar com o Senhor, então é óbvio que a interpretação tradicional é falha. Além do mais, como Paulo nos diz em 1 Coríntios 15:51-55:

“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?”
Para ser imortal você deve revestir-se de imortalidade, e isto apenas acontece no soar da última trombeta, na vinda do Senhor. Se após a morte você já for um imortal, então por que você precisaria revestir-se de imortalidade aqui na terra? Também nos diz o Senhor:
João 5:25-29“Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo; E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem. Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.”

Os mortos estão vivos agora? De acordo com o Senhor, NÃO! É por isso que ele usa verbo no futuro quando diz: “porque vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.” Os mortos não estão vivos agora. Eles viverão naquele dia, “quando todos que estão nos sepulcros ouvirão [futuro] sua voz e sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.”
Jesus mesmo morreu e foi ressuscitado no terceiro dia. Conforme nos diz Paulo citando Davi:
Atos 13:34-37“E que o ressuscitaria dentre os mortos, para nunca mais tornar à corrupção, disse-o assim: As santas e fiéis bênçãos de Davi vos darei. Por isso também em outro salmo diz: Não permitirás que o teu santo veja corrupção. Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, foi posto junto de seus pais e viu a corrupção. Mas aquele a quem Deus ressuscitou nenhuma corrupção viu.”
Se Jesus não tivesse ressuscitado dos mortos Ele teria certamente experimentado a corrupção. É obvio que Jesus não estava no paraíso (o que é ainda algo future) naquele dia, mas no sepulcro. Ele não poderia de maneira alguma prometer ao ladrão que naquele mesmo dia eles estariam juntos no Paraíso.
O que e onde é o “paraíso”?
A segunda razão desta interpretação falsa é porque “a promessa de Jesus foi sobre o paraíso. Quando ele falou a este respeito, Ele estava respondendo ao pedido do ladrão que disse:
Lucas 23:42“Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.”
Ele certamente ouviu falar da vinda do Reino de Deus. Este era um tema constante dos ensinamentos de Jesus. Então ele conhecia seus ensinamentos. Contudo quando Jesus lhe respondeu, foi sobre esta pergunta. Muitos ficam confusos por causa da tradição que interpreta “paraíso” como um lugar no céu aonde os bons vão após a morte. Mas, paraíso não é nada como isto. Para encontrar o verdadeiro significado de Paraíso necessitamos olhar não para interpretações humanas, mas dentro da Palavra de Deus. Eis que a Palavra não deixa dúvida. Em Apocalipse 2:7 ouvimos Jesus dando a seguinte promessa:
“Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.”
Assim, a árvore da vida está no meio do paraíso de Deus. A próxima referência à árvore da vida está em Apocalipse 22:1-2, na qual lemos:
Apocalipse 22:1-2“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da cidade, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.”
A árvore da vida estava de um lado e de outro do rio, o qual estava fluindo “pelo meio da cidade.” Que cidade? A resposta é dada no livro de Apocalipse 2:1-2:
“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.”
Então a árvore da vida é parte da nova Jerusalém e portanto parte do novo céu e da nova terra! Agora juntando os ponto: uma vez que a vida está no paraíso de Deus, este paraíso é algo presente? NÃO! Se tornará presente na nova terra! Como Pedro disse:
2 Pedro 3:13“Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.”
Os novos céus e nova terra, e também o paraíso sendo parte desta nova terra, tudo isto está por vir. Estamos esperando por elas! Não há paraíso agora assim como há ainda a nova terra que faz parte dela. Mas haverá! E o paraíso, na nova terra, no novo reino de Deus, nós veremos também como o ladrão arrependido, exatamente como o Senhor lhe prometeu naquele dia:
“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”
Esta é forma correta de se interpretar esta passagem.

ESTUDE TEOLOGIA VOCÊ TAMBÉM PODE!
GRAÇA  E PAZ!
DIOGO HENRIQUE
UNIVERSIDADE DA BÍBLIA

4 de agosto de 2014

A verdadeira bússola da vida

Conta-se que um velho marinheiro era contumaz em se perder no mar. Então seus amigos resolveram dar-lhe uma bússola e arrancaram dele o compromisso de usá-la em todas as suas viagens. Quando saiu novamente em seu barco, finalmente ele seguiu o conselho de seus amigos e levou a bússola consigo. Mas, como sempre, ele se confundiu e não conseguiu voltar. Finalmente, depois de alguns dias, foi encontrado e resgatado pelos amigos. Aborrecidos e impacientes, lhe perguntaram: “Por que você não usou a bússola que demos? Teria nos poupado todo esse trabalho!”

O velho marinheiro respondeu: “Eu bem que tentei! Queria ir para o Norte, mas por mais que eu tentasse virar a agulha naquela direção, a bússola só apontava para Sudeste”. O problema é ele estava tão confiante em sua “experiência” no mar e absolutamente certo de saber em que direção ficava o Norte que, teimosamente, tentava impor sua vontade à bússola.

Convém lembrar que, durante séculos, a bússola foi o mais popular e confiável instrumento de localização, principalmente para quem singrava a imensidão dos mares. Hoje, em tempos de tecnologia do sistema de posicionamento global, mais popularmente conhecido como GPS, cuja localização é realizada por satélites na órbita terrestre, a velha bússola está em desuso crescente. Mas em muitos lugares, principalmente aonde essa tecnologia ainda não chegou, ela continua na ordem do dia de guiar os viajantes.

No sentido figurativo, bússola é tudo que serve de guia ou norte. Desse modo, todos nós precisamos de uma bússola para a vida. Precisamos saber a direção que daremos à nossa vida, saber de onde partimos e para onde estamos indo. E se algo der errado no caminho, se falharmos por algum motivo, podemos ter a certeza de saber retornar e começar de novo.

Não são poucas as pessoas que começam, mas não sabem como terminar; partem, mas não sabem como retornar. Como o velho marinheiro, perdem-se em algum lugar no caminho, cometem erros que as atrasam ou inviabilizam sua trajetória. Há também aqueles que sequer sabem para onde seguir. Sem uma bússola confiável, andam a esmo, sem alvos específicos, sem metas claras, de modo que qualquer caminho as levará para lugar nenhum.

Há os que, sob o peso das exigências normais da vida, perdem o compasso e desistem de tentar, deixam de lutar, ficam paralisados diante dos obstáculos, deixam de buscar seus alvos, prendem-se ao passado e, deprimidos, entregam-se às lembranças de conquistas de outrora. Mas há também aqueles que lutam até o fim, começam e terminam, e completam a trajetória com a certeza de que, a despeito das adversidades, deram o melhor de si e chegaram lá.

Que todos precisamos de uma bússola, não se discute. O problema é o tipo de bússola a utilizar. Por isso, posso apresentar a que considero ser a melhor e mais precisa. A Bíblia é a “bússola da vida”, é segura e eficiente, pois aponta um Norte para as nossas vidas: aos desorientados, mostra o rumo certo; aos perdidos, aponta o caminho da salvação em Cristo. Além disso, ela é uma “carta” de amor, do maior amor, o amor de Deus por mim e por você;

A Bíblia é também uma bússola de orientação da nossa interioridade: é o bálsamo que cura as feridas da alma, é o martelo que esmiúça as pedras da dúvida, é a luz que ilumina o nosso ser. Ela é também é o fundamento de nossa fé, pois a “fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus”.

Há pessoas que contemplam a Bíblia a partir de seus graves preconceitos religiosos; e outras, a partir de seu ceticismo. Essas pessoas jamais se tornam capazes de ser positivamente influenciados pela sua mensagem, e acabam rejeitando-a.

Tal como os pescadores que estabeleceram um curso e dirigiram seu barco para águas profundas onde supostamente encontrariam muitos peixes. Todavia, quando ligaram o sonar e se deram conta, estavam a quilômetros do local pretendido, desorientados e sem peixes. Logo descobriram que haviam deixado uma lanterna bem próxima da bússola do barco e o ímã preso a ela acabou afetando o funcionamento da bússola. Assim como aquele ímã mudou a orientação da bússola, um coração comprometido com preconceito ou incredulidade pode influenciar o pensamento e afastar alguém da verdade bíblica.

Muitos dos conterrâneos de Jesus o rejeitaram por causa de sua religiosidade eivada de preconceitos; e resistiram a Ele por causa da ameaça que Ele parecia representar para o status quo garantido por suas tradições religiosas. Assim, em vez de analisarem cuidadosamente as Escrituras, a qual teria confirmado quem era Jesus, eles mesmos determinaram o que preferiam crer… e preferiram rejeitar a Jesus.

Desse modo, procure ler as promessas de Deus contidas na Bíblia, pois elas fornecerão um rumo certo, uma clara orientação sobre como ser um vencedor e ter paz na vida. Antes, porém, procure se despir de suas ideias preconcebidas, de seus preconceitos religiosos; e dispa-se de suas “certezas” que vão de encontro às verdades espirituais reveladas pelo próprio Deus na Bíblia Sagrada. Pois é nela que você terá o verdadeiro pão que alimentará a sua alma, a água que saciará a sua sede espiritual, o mel que o fará enfrentar o mundo sem perder a doçura. Com certeza, em suas palavras você terá a verdadeira bússola da vida!

Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém

6 de julho de 2014

culto ou show?



Os homens parecem nos dizer: “Não há qualquer utilidade em seguirmos o velho método, arrebatando um aqui e outro ali da grande multidão. Queremos um método mais eficaz. Esperar até que as pessoas sejam nascidas de novo e se tornem seguidores de Cristo é um processo demorado.

Veja este vídeo:



Por: Valdeney Bastos

4 de julho de 2014

PR. SILAS MALAFAIA - HOMOSSEXUAL

É possível a um homossexual abandonar essa prática?

Alguns dizem que a homossexualidade é uma questão biológica, genética; o indivíduo já nasce homossexual. Entretanto, nenhum cientista jamais provou essa tese.

Não existe um gene que determine que uma pessoa será homossexual. Os cromossomas XX determinam que ela será do sexo feminino, e os cromossomas XY, que será do sexo masculino. Portanto, essa tese de que o homossexualismo é genético é uma falácia; uma mentira. Deus criou o ser humano como macho ou como fêmea. Ele estabeleceu que eles teriam atração sexual um pelo outro e que, da relação sexual entre eles, nasceriam filhos (Gênesis 1.27,28).

Aliás, é por causa desse princípio que a espécie humana tem subsistido. Se não houvesse casamento entre homem e mulher, não seria possível a perpetuação da espécie.

Se o homossexualismo não é genético, é comportamental. Ele é praticado por uma pessoa que, por determinação genética, nasceu homem ou mulher, mas tornou-se homossexual por preferência aprendida ou imposta.
Como isto é possível? O ser humano é um ser social e vive sob a influência de modelos, padrões. Os psicólogos são unânimes em dizer que mais importante do que a determinação genética para uma criança decidir a sua preferência sexual é a maneira como ela é criada. Não há determinismo genético. E, se é uma questão de comportamento, um homossexual pode abandonar essa prática e tornar-se heterossexual; até porque, a maioria dos homossexuais tem algum grau de atração pelo sexo oposto.

A despeito de ser um comportamento aprovado em muitas sociedades antigas e modernas, o homossexualismo é pecado. A rejeição à prática homossexualismo é clara na Palavra de Deus. Em Levítico 18.22 (ARA), constatamos uma exortação direta a não dar lugar a essa prática. Em Levítico 20.13, vemos que a pena na Lei mosaica para quem praticasse o homossexualismo era a morte.

No Novo Testamento, apesar de não haver mais a pena de morte, observamos que a morte espiritual persiste para o homossexual, entregue por Deus ao que Paulo chamou, em Romanos

1.28, de sentimento perverso (ARC) ou disposição mental reprovável (ARA). Neste mesmo texto, o homossexualismo é denominado paixão infame; torpeza; erro. Leia 1 Timóteo 1.8-11 (NVI).

Em 1 Coríntios 6.10,11, está claro que nem os efeminados nem os sodomitas (ou seja, os homossexuais passivos e os ativos) herdarão o reino dos céus. A menos que eles se arrependam dessa prática abominável aos olhos de Deus e convertam-se a Cristo, serão condenados a passar a eternidade no inferno, um lugar de pranto, dor e ranger de dentes (Mateus 13.40-42; 24.51).

Embora remédios e técnicas terapêuticas não possam transformar um homossexual em heterossexual, se ele reconhecer seu erro, confessá-lo a Deus, pedir perdão e entregar sua vida a Cristo, será justificado pelo sangue de Jesus, liberto do pecado que o domina e transformado em uma nova criatura. Mas, para isso, é preciso, sobretudo, que o homossexual tenha consciência da sua condição pecaminosa e queira dar um novo rumo à sua vida. É uma decisão pessoal dele render-se à verdade, entregar-se a Cristo.

A nós, evangélicos, como Igreja de Cristo, coluna e baluarte da verdade, cabe pregar o evangelho e convocar os pecadores ao arrependimento. Mas a nós não cabe odiar ninguém. Devemos amar o pecador e condenar o pecado. Porém amar não é aprovar nem justificar comportamento errado. Existe uma grande diferença entre amar a pecador e concordar com suas práticas.

Nós, evangélicos, amamos os homossexuais, mas não concordamos nem aceitamos o homossexualismo. Não se trata de homofobia [aversão violenta a homossexuais] nem preconceito religioso, e sim de seguirmos princípios éticos, morais e espirituais que se baseiam no conhecimento que temos da Lei e da vontade de Deus para o ser humano ter uma vida plena, feliz e eterna.

SUGESTÕES DE LEITURA:

Levítico 18––20; Romanos 1; 1 Coríntios 6.10,11; 1 Timóteo 1.8-11




Pr. Silas Malafaia

Pr. Silas Malafaia é psicólogo clínico e conferencista internacional.

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